A Pinot Noir é uma uva tinta, originária da França. Esta é a casta de referência dos vinhos tintos da Borgonha e também uma das castas utilizadas na elaboração do Champagne.

Esta apresenta pele fina e poucos taninos. É uma casta de difícil cultivo, já que se revela sensível às condições climáticas. Nas últimas décadas, tem visto o seu cultivo aumentar, sendo cultivada em países como Estados Unidos, Chile, Argentina, Austrália e Nova Zelândia, porém os mais críticos apontam que esta só se adapta verdadeiramente à Borgonha e que é nesta região que a Pinot Noir consegue verdadeiramente mostrar todo seu carácter e elegância.

Via de regra, os aromas primários mais perceptíveis são os aromas à frutos vermelhos (morango, ameixa, cereja e framboesa), florais (rosas e violetas), especiarias (alecrim e canela), herbáceos (chá verde e hortelã-pimenta) e outros (terra molhada, almíscar e azeitona preta). Com o tempo de guarda, os melhores vinhos podem revelar aromas amadeirados (incenso, cedro e sândalo). Quando envelhecido em garrafa, podem apresentar aromas típicos como couro, trufas negras e carne de caça – esses aromas ainda que desagradáveis para alguns consumidores, são fortemente apreciado pelos mais conhecedores.

É uma casta temperamental, como já dissemos, não se adapta a qualquer terroir e é ainda difícil de associa-la à outras castas, pelo que dá origem, essencialmente, a vinhos monovarietais, sendo poucas as assemblage que deram certo (o Champagne é  uma excepção e uma combinação feliz entre esta e a Pinot Meunier e a Chardonnay).

Bons Vinhos!

Assinatura Natália