De acordo com os dados do programa Wine in Moderation, são diversos os estudos científicos e os relatórios que apontam que, embora a região mediterrânica europeia registe a maior taxa de consumo de álcool per capita, os padrões de consumo de álcool verificados nesta zona apresentam menos riscos para a saúde. A razão pela qual o consumo nesta região se torna menos nocivo à saúde se prende ao facto de o vinho aí ser consumido regular e moderadamente, para além de está associado às refeições no seio familiar, sendo diminuto o consumo pontual e em ambientes que instiguem uma maior ingestão de álcool (bares/discotecas), quando comparado a outros países europeus como Inglaterra e Irlanda que apresentam alguns dos maiores níveis de consumo excessivo esporádico, os chamados “binge drinking”.

Além deste consumo moderado, há fortes indícios que a dieta mediterrânica é benéfica para a saúde humana, uma vez que contempla: uma ampla ingestão de vegetais, legumes, fruta, frutos secos, cereais minimamente processados;  uma ingestão moderadamente elevada de peixe; uma elevada ingestão de azeite e uma ingestão baixa a moderada de lacticínios, bem como uma baixa ingestão de carnes.

Atente-se ainda que a maioria das culturas europeias considera o vinho uma escolha requintada, devendo então ser apreciada, indo assim ao encontro do consumo moderado. Além disso, estes países seguem tradicionalmente algumas directrizes como beber ao longo das refeições, alternar as bebidas alcoólicas e não alcoólicas e manter um consumo regular, sem extravagâncias.

A partir desta realidade, depreendemos que o consumo moderado e regular de vinho por adultos pode ser associado a inúmeros benefícios para a saúde e que o consumo excessivo coloca a saúde e qualidade de vida em risco, sendo importante lembrar que não apenas o volume, mas que também o padrão de consumo é relevante para avaliarmos os efeitos das bebidas alcoólicas na saúde.

Assinatura Natália