Os termos “Novo Mundo” e “Velho mundo” terminam por ser um dos primeiros que os enófilos têm contacto quando iniciam a sua descoberta sobre o mundo dos vinhos. Você sabe o que eles significam e qual a diferença entre eles?

O Velho Mundo refere-se aos países da Europa, cujas raízes culturais remontam ao Império Romano, povo que na história da vitivinicultura mundial deu um forte contributo para as técnicas de produção, armazenamento e distribuição do vinho. Os países do Velho Mundo dão importância ao terroir e às práticas enológicas tradicionais, sendo a arte de fazer vinho encarada como um legado que é deixado de geração para geração. Já o Novo Mundo é representado pelos países mais jovens e que mais recentemente se especializaram na produção de vinhos. Nestes o investimento em tecnologia termina por ser mais intenso tanto nas vinhas como nas técnicas de vinificação, pelo que a colheita tende a ser feita por máquinas e a irrigação e fertilização das vinhas é mais comum.

Este conceito influencia no estilo dos vinhos e as diferenças entre estes dois estilos começam desde o cultivo das vinhas, passando pelos métodos de elaboração e reflectindo, por fim, no produto final e nos rótulos. Os vinhos do Velho Mundo são produtos mais elegantes, elaborados por meio de técnicas tradicionais, com respeito à uma legislação rigorosa, uma maior valorização do terroir e um sólido recurso às Denominações de Origem e Indicações Geográficas ao passo que os do Novo Mundo, normalmente, são vinhos mais fáceis de serem bebidos, descontraídos, furtados, sem tanto estágio em madeira ou tempo de guarda. Nos rótulos destes são indicadas as castas utilizadas e o país de origem, sendo ainda diminuto o uso de Denominações de Origem e Indicações Geográficas quando comparado aos vinhos do Velho Mundo.

A diversidade de produtos é tamanha, encontramos produtos de qualidade tanto no Velho Mundo quanto no Novo Mundo e é essa riqueza de opções que torna este mundo ainda mais fascinante.

Bons vinhos!

 

 

Assinatura Natália