O conceito é de origem francesa. Embora com diferentes nuances, é sempre inerente à identificação de um vinho com um lugar de produção definido. Em sentido literal, a terminologia se refere à uma vinha cujo clima, solo e outros factores – naturais ou não- conferem ao vinho características particulares, diferentes daquelas presentes nos vinhos produzidos mesmo nos terrenos vizinhos.

Em França, o termo cru aplica-se a tudo o que é produzido a partir da terra (“cru” é o particípio passado do verbo “coître”, crescer. Porém, assim como a palavra terroir, esta não encontra tradução directa para o português): frutas, legumes, mel, manteiga, queijo… Voltando ao vinho, o termo cru em França inclui também, ao lado da identificação da origem geográfica, a casa produtora, a vinha, o estilo de produção, o marketing e a tradição de qualidade de uma empresa na elaboração do vinho.

Observe que o termo cru ainda se tornou o termo oficial usado na classificação qualitativa das vinhas  das áreas produtoras mais importantes do país, tal como: Bordeaux, Borgonha, Alsácia e Champagne. A legislação identifica grands crus, crus premiers, deuxièmes crus, troisèmes crus, num minucioso inventário das vinhas mais renomadas e prestigiadas.

Assim, este termo é habitualmente empregue para designar uma vinha específica e de manifesta reputação, que cresce sobre um terroir de prestígio, bem como também é usado para se referir ao vinho produzido a partir dessas vinhas.

Assinatura Natália