A Europa produz mais de metade do vinho mundial e esta produção é uma actividade económica basilar para muitas economias regionais, pelo que a vitivinicultura exerce um papel relevante na empregabilidade de áreas rurais de diversos estados membros da UE.

A União Europeia é líder mundial em produção, consumo, exportação e importação de vinho.
A União Europeia é líder mundial em produção, consumo, exportação e importação de vinho.

Segundo dados disponibilizados pela Wine in Moderation, no ano de 2005 havia cerca de 1,3 milhões de pequenas quintas com vinhas para produção de vinho na UE-25, representando mais de 20% da totalidade de quintas da UE. Essas pequenas quintas, por sua vez,  representariam aproximadamente 20% do emprego total em agricultura na UE, gerando emprego para mais de três milhões de pessoas, tendo ainda a mão-de-obra familiar um papel muito expressivo.

Neste sector, para além dos trabalhos permanentes, há também o emprego sazonal na época de vindima e os países mediterrâneos empregam cerca de 84% da mão-de-obra total utilizada nas pequenas propriedades com vinhas. Outro dado importante é a descida significativa do número de pequenas quintas, bem como do nível correspondente de emprego, o que revela o longo processo de reestruturação do sector do vinho europeu.

No que toca à dimensão socioeconómica do cultivo da vinha, esta extrapola a actividade agrícola e tem de se ter ainda em conta as actividades ligadas à produção de vinho, a exemplo do enoturismo, do comércio e do marketing do vinho, da tanoaria, do engarrafamento, da rotularem e da produção de cápsulas e rolhas.

A vitivinicultura exerce também um papel ambiental, já que a vinha propicia a presença humana em áreas inóspitas que em muitas circunstâncias não possuem outro valor económico e as videiras cultivadas nas encostas das montanhas contribuem para evitar a erosão do solo e podem ainda colaborar na protecção contra incêndios, na medida em que a pouca densidade dos seus rizomas ajudam a evitar o alastramento do fogo.

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Uma vez que o sector do vinho acrescenta valor às paisagens e contribui para a sua preservação, a Convenção Europeia da Paisagem também concede uma relevância particular às vinhas e com base nas suas provisões relativas à protecção, gestão e planeamento das paisagens, foram desenvolvidos muitos estudos para realçar o valor, estabelecer códigos para melhorar práticas, preservar o ambiente e promover as paisagens com vinhas como um rótulo de turismo de qualidade.

Assinatura Natália