O vinho da Madeira é um ícone da cultura portuguesa. A sua fama já é de longa data, vem de séculos atrás, quando na expansão marítima ficou conhecido além fronteiras. O seu método de elaboração é semelhante ao dos vinhos brancos em que não há contacto com as películas. Neste processo, depois da fermentação é acrescido álcool vínico e então o líquido é submetido ao envelhecimento precoce.

Actualmente, apesar de existirem outras castas recomendadas e autorizadas, as variedades mais utilizadas na produção deste vinho são: Sercial, Verdelho, Boal, Malvasia, Terrantez e Tinta Negra. Atente-se ao facto dos diversos tipos de vinho da Madeira estarem directamente relacionados aos tipos de castas empregues na sua elaboração e que estes são classificados consoante o grau de doçura, a saber:

Sercial – seco | Verdelho – meio-seco | Boal – meio-doce | Malvasia – doce

Já na classificação em relação às designações tradicionais, encontramos os seguintes termos:

Rainwater | Solera | Fino | Seleccionado | Reserva Extra |Reserva Velha |Canteiro | Com indicação de Idade | Colheita e Frasqueira ou Garrafeira.

Harmonização

Os vinhos da Madeira conjugam muito bem com doces conventuais e queijos de pasta dura. Lembre-se que ste deverá ser servido à temperatura de 12ºC.

Curiosidade 

Na época das grandes navegações, a passagem por diferentes climas e latitudes, bem como a exposição ao balanço das embarcações, os vinhos conheceram um envelhecimento precoce, uma descoberta feliz do acaso, uma vez que naquele tempo o envelhecimento dos vinhos demorava anos. Esta descoberta veio dar origem aos dois métodos utilizados nos dias de hoje para a elaboração do vinho da Madeira: o método de canteiro, em que as pipas são alocadas nos sótãos dos armazéns para ficarem expostos às altas temperaturas e o método da estufagem, em que o envelhecimento é feito por processo que faz circular o vinho por serpentinas aquecidas a uma temperatura que varia entre os 35º e 50º C.

Foto: Vinhomadeira.pt

Assinatura Natália