As borbulhas são a característica principal nos vinhos espumantes. Estas decorrem de um processo natural complexo e frágil, às vezes difícil de gerir. O dióxido de carbono que vemos sob a forma de borbulhas é essencial neste tipo de vinhos e as suas características determinam a qualidade do produto final. Desta forma, o vinho terá mais qualidade quanto mais abundante e persistentes forem as borbulhas, estas se apresentarem com o mesmo tamanho e a sua libertação for constante e em sentido ascendente, formando linhas rectas e uma coroa na borda da taça. Já as borbulhas grossas, apontam um curto envelhecimento e as de diferentes tamanhos com uma libertação dessincronizada, indicam um envelhecimento imperfeito.

Nos vinhos tranquilos, a presença de borbulhas é quase sempre um mau sinal, indício de um envelhecimento descontrolado. Todavia, em alguns vinhos brancos e rosés  jovens, os enólogos procuram deixar algum resíduo de dióxido de carbono no intuito de reforçar a frescura destes vinhos.

Porque são tão apreciadas?

A efervescência reforça a nossa percepção de aromas e sabores. A sensação das bolhas a estourarem na nossa língua provoca uma sensação de prazer mais intensa e mais rápida. Estudos apontam que o nosso cérebro demanda um segundo para apreciar os aromas e sabores, mas quando estes estão associados à efervescência, basta 1/5 deste tempo. Ademais, a efervescência salienta os taninos e  a acidez, minimiza a doçura e a impressão do álcool, conferindo assim um maior equilíbrio à bebida.

Assinatura Natália