O termo “casta” é utilizado no léxico do vinho para designar as videiras que apresentam um conjunto de características comuns, podendo também ser empregue o termo “variedade”.

Existe uma ampla diversidade de castas mundo a fora, umas mais conhecidas que outra. Estas podem ser brancas, rosadas ou tintas. Podem ter uma baixa ou elevada produção, apresentar alto teor de açúcar ou não, serem mais ou menos ácidas ou ainda mais ou menos resistentes ao calor e aos ventos. Tem aquelas que são adequadas para a elaboração de vinhos enquanto outras se destinam à produção de uva de mesa.

Dentre as viníferas (aconselhadas para a produção de vinhos), a mais conhecida é a Vitis vinifera. Esta espécie de videira tem sido cultivada há séculos na Europa e a ela pertencem as castas mais difundidas internacionalmente. Também se faz vinho a partir de espécies de vinha americana (porém, essas sejam mais utilizadas como porta enxertos), a partir de algumas variedades asiáticas e de imensos híbridos. Vale indicar que a mesma casta quando cultivada em solos e climas diferentes origina vinhos distintos, ainda que alguns componentes aromáticos específicos da casta se mantenham.

As castas são decorrentes da seleção artificial feita pelo homem ao longo do tempo. Hoje em dia, são muitas as variedades disponíveis e estas funcionam para o enólogo assim como a tinta para o pintor. A qualidade do produto final certamente também passa pela selecção feita por este profissionais.

Assinatura Natália